Sexta-feira, Novembro 20, 2009

Kiss é agora amiga de....

Ontem cantei uma parte de uma música do Marco Paulo (Taras e Manias, para ser mais precisa) a alguém.

E lixa-me sentir-me tão à vontade com esse alguém, para ter intimidade para fazer estas coisas.

Isso e o facto de eu não poder chegar perto do telemóvel a partir da uma da manhã, que vai dar asneira na certa.

Quarta-feira, Novembro 18, 2009

"Desamigar"

A palavra inglesa do ano escolhida pelo New Oxford American Dictionary foi unfriend = excluir amigos numa rede social.

E para vocês? Qual é a "nossa" palavra de 2009?

"Defendes esta causa com tanta convicção, até parece que és gay"

*Comentário deixado uns posts abaixo.

Sim. E também defendo os direitos dos negros porque sou negra. E defendo os direitos das mulheres mutiladas em África porque sou uma mutilada africana. E defendo os direitos dos habitantes da China porque sou chinesa. E defendo os direitos das crianças porque sou uma criança. E defendo os direitos dos animais porque sou um animal.

Oi?

Terça-feira, Novembro 17, 2009

Cena (que poderia ter sido) à filme (mas não foi) #1

Visto que aqui o estaminé está prestes a completar 400 000 visitinhas, começo esta rubrica de partilhar convosco cenas que me aconteceram/vão acontecendo, que têm tudo para ser uma grande cena de filme, mas que como isto é a vida real, foram apenas episódios engraçados, românticos, aventureiros, etc., que acabaram da maneira mais normal possível.

Na noite de passagem de ano 2008/2009 que, como quem acompanha o blog sabe, passei em NY, estava eu com duas amigas e um amigo no metro a caminho do hotel às 5h da manhã (o resto do pessoal tinha ficado entretido na disco), eu de minivestido e altas sandálias num frio de -14ºC, a comer um chocolate oferecido por uma das minhas amigas e ouço uma pessoa dizer constantemente "is this stop Penn Station?", "is the next stop Penn Station? Are there restaurants there? I'm starving". Eu, curiosa, olhei para cima e o gajo era um gato (ou foi o que me pareceu, que na América uma pessoa pede um whisky cola e vem um copo cheio de whisky com uma pinga de cola e era bar aberto, agora pensem). Sem qualquer tipo de problema apontei-lhe o chocolate e perguntei "do you want some?". Ele aceitou e ficamos ali a olharmo-nos uns segundos. A minha amiga, que estava ao pé dele (e no mesmo estado "alegre" que eu) começa a meter conversa "she's my friend!!! I gave her that chocolate" ao que ele (suspeito que também tinha bebido uns quantos copos) responde "she's gorgeous". Quando chegaram finalmente a Penn Station ele solta um suspiro, um "I don't want to leave", beija-me a mão e vai-se embora.

Ora, isto num filme seria palco para eu me colar ao vidro embaciado do metro e escrever lá o meu número ou ele ir a correr atrás do metro ou eu sair na estação seguinte e voltar a Penn Station à procura dele ou de o encontrar em plena Times Square e ficarmos os dois em câmara lenta enquanto tudo à volta se movimenta em fast forward, acabando tudo numa bela noite de amor num hotel 5***** e acordando no dia seguinte com a maquilhagem e o cabelo perfeitos, com a camisa dele vestida e pequeno almoço na cama.

Mas não. Ele saiu e deve ter ido comer um belo de um Double Big Mac enquanto eu continuei no metro, saí em Times Square, corri até ao hotel, vesti o pijaminha e deitei-me quase em hipotermia agarradinha à minha amiga para ver se aquecia, para acordar no dia seguinte toda desgrenhada, com a maquilhagem por tirar, a roupa espalhada no chão e uma dor de cabeça de fugir.

E vocês, que cenas (quase) à filme já protagonizaram? Quero saber todas as hstórias, não posso ser sempre eu a contar tudo.

Mas essas crianças não vão sofrer por causa das outras crianças?

Não necessariamente. Mas pode acontecer, claro, que as crianças tendem a ser muito mazinhas umas para as outras. Como também podem vir a sofrer devido a gozos por parte dos pares as crianças gordas, as crianças muito magras, as crianças com óculos, com aparelho, as crianças com roupas gastas, com penteados feios, que não sabem andar de bicicleta.... Há uma série de motivos pelos quais as crianças gozam outras crianças e cabe aos pais/mães e à própria criança desenvolver nela sentimentos de autoestima e autoconfiança suficientes para não se deixar ir abaixo por esses comentários.

Li recentemente um estudo na Times (não consegui encontrá-lo para pôr aqui o link) que o que as crianças querem de um pai/mãe é apenas e só que eles "enjoy spending time with me", para citar o artigo. Todas as crianças referiram que não se importam que os pais trabalhem e que estejam pouco tempo com eles, querem é que o tempo que passem com eles seja de qualidade. E isso têm muito mais probabilidade de terem com um casal do mesmo sexo do que num orfanato ou instituição de caridade, por melhor que eles sejam.

É melhor para uma criança ter pai e mãe a morar juntos, super felizes e apaixonados? É, claro, e eu que tive/tenho isso tudo sei o quanto é bom. Mas também seria ideal para uma criança que não houvesse pais solteiros, que não houvesse pais divorciados, que não houvesse pais que tentam pôr os filhos contra as mães e vice-versa, que não houvesse pais violentos, pais alcoólicos, pais que traem, pais que trabalham até tarde, pais que são obrigados a emigrar para conseguir pôr comida na mesa. O que as crianças querem é que gostem delas, que gostem de estar com elas e que os pais sejam felizes. O resto, para elas, não interessa para nada.

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

Estou a ver o Prós e Contras

E foda-se (lá está, sou do Porto) mas porque raio os homossexuais não hão-de poder casar? Quem é que tem a ver com isso?

E já que estamos a falar nisso, porque raio não hão-de poder adoptar? É melhor uma criança viver num orfanato, a ser violada pelos Bibis deste mundo ou de pratinho na mão a dizer "please sir I want some more" do que viver, ser amado e ser bem tratado por dois pais ou duas mães? Qual é o problema? Se uma criança viver com um pai solteiro e um amigo do pai ou com a mãe e uma amiga da mãe já é a coisa mais normal do mundo mas se viver com dois ou duas companheiras já é uma coisa horrível? Oh poupem-me as hipocrisias, cambada de atados.

Just for the record...

..."merda" não pode ser considerado palavrão, é muito fraquinho para esse estatuto.

Inquérito

Gente de Lisboa e do sul em geral, digam-me cá uma coisinha. É que aqui no norte existe o mito que vocês falam muito bem, que raramente dizem uma asneira e que se escandalizam a valer quando ouvem a linguagem vernácula dos habitantes nortenhos. Isso é verdade? Vocês só soltam um palavrão quando batem com o dedo grande na esquina da cama ou quando o árbitro rouba o Benfica ou são meninos para, tal como nós, dizerem uns foda-se's e outros no meio das frases, ainda que meio sem sentido? É que aqui em cima é verdade, os palavrões são normais, os homens tratam-se carinhosamente por "meu caralho" (ou gay, depende), numa frase de 10 palavras 3 são palavrões (estou a arredondar por baixo) e nunca ninguém diria "aquele rapaz atrai-me mas tem cá uma linguagem, que horror". Os palavrões aparecem nas frases quase sem darmos conta. Vocês acham mesmo isso ou este é um mito criado pelas telenovelas da TVI que são todas passadas em casarões alentejanos de famílias lisboetas "bem"? Vocês também soltam o lado negro da vossa língua com um certo à vontade ou uma frase como "foda-se, as putas das botas estão a magoar-me" é tão improvável sair da vossa boca como "ontem vi um pinguim no meu quarto"? Vá, esclareçam-me, que isto pode não ter importância de estado, mas é uma questão curiosa.

Sexta-feira, Novembro 13, 2009

Perguntinha

É normal os primeiros pensamentos do dia, todos os dias, serem:

Não acredito!!! (quando toca o despertador)
O que tem que ser tem muita força.
Nunca mais é logo à noite para poder voltar a dormir.

?

Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Mudando de assunto

Alguém consegue fazer pesquisas no youtube? Consigo entrar, consigo ver os videos que estão em destaque, mas quando faço uma pesquisa aparece uma mensagem de erro toda marada. Damn it!